Francisco Martins, Psicólogo Jurídico
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Francisco Martins

Rio de Janeiro (RJ)
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Cristina Maria Machado Maia, Médico
Cristina Maria Machado Maia
Comentário · há 8 anos
Sra. Zuleica, as pessoas tendem a pensar que dependente químico é só aquele miserável, nas ruas , dependente de crack. Não. Dependente químico é também aquele seu vizinho , parente , conhecido, que ingere álcool além da medida, fica violento, desagradável, impossível de conviver. Também é aquela senhora distinta que usa todo tipo de droga para dormir, para ficar acordada, para dor, para ficar "ligada", enfim, um espectro gigante. A lei deve ser igual para todos. Não se cogita internar o dependente de álcool citado ou a senhora distinta contra a vontade. Por isso a lei. Para todos. O diferencial está na correta aplicação de um laudo médico atestando o risco para si mesmo ou para outros e assim mesmo só risco de violência física. Não se cogita o risco comportamental, psicossocial daqueles que estão próximos destes dependentes químicos.Daí que a lei precisa ter em si o respeito ao indivíduo ainda que pareça peça de ficção. Aliás os protocolos , que em grande parte são gestados mundialmente, vem para dar um rumo, tentar minimizar os conflitos entre o tratar e o punir. Criticaram sem parar o programa do Haddad em SP, poucos se interessaram em saber que foi implementado a partir de vários protocolos e consensos realizados por especialistas técnicos e ex usuários. Se não tivesse sido destruído iria se mostrar um sucesso mas preferiram a violência, que geralmente é inócua e burra. E só para ilustrar o conceito de alcoolismo está em um pouco todo dia, ou muito no fim de semana. A dose de coorte é 3 destilados ou equivalente.
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